>O quinto satélite da frota do Grupo Hispasat operou por 13 anos nas posições orbitais de 61º e 55º Oeste.O Grupo Hispasat, operador espanhol de comunicação via satélite, concluiu o processo de desorbitação do satélite Amazonas 1. Este processo começou no último dia 19 e terminou hoje, 23, após a transmissão do último comando dado a partir de um dos Centros de Controle de Satélites do Grupo em Arganda del Rey. Com isso foi completado o procedimento de desligamento do satélite após 13 anos.

O satélite Amazonas 1 foi lançado em 5 de agosto de 2004 de Baikonur, a bordo do foguete Proton M Breeze M, da empresa ILS. Construído pela empresa EADS Astrium, atualmente Airbus, foi o primeiro satélite localizado na posição orbital brasileira de 61º Oeste. No país, tinha sua capacidade negociada pela subsidiária brasileira Hispamar, que tem a Oi entre os principais acionistas.
Em 2014, através de um acordo com a Intelsat, o satélite foi transferido para a posição 55,5º Oeste. Ao longo da sua vida útil, o Amazonas 1 realizou mais de 25 mil transmissões em 19 países, 613 manobras em órbita, além de testemunhar 1.170 eclipses da Terra e 29 da Lua.
O Amazonas 1 foi a pedra fundamental da expansão geográfica do Grupo para os mercados da América Latina. O satélite, com capacidade transatlântica e pan-americana, deu cobertura a todo o continente americano, Europa e norte da África. Baseado na plataforma Eurostar 3000, seus principais serviços foram a distribuição de canais de televisão, tanto na Europa como no continente americano, e outras soluções de telecomunicações, como redes corporativas e aplicações em banda larga, entre outros.
Antonio Abad, CTO do Grupo Hispasat, destacou que “o satélite Amazonas 1 foi muito especial para porque foi o primeiro passo rumo à internacionalização do Grupo. Inicialmente, o satélite sofreu um vazamento de combustível que pôs em dúvida o seu funcionamento. Apesar disto, o Amazonas 1 cumpriu a maior parte da sua vida útil, o que era impensável após aquela falha”.
Hoje o Amazonas 1 terminou de percorrer os 300 km que distam de sua posição a 36.000 km de distância da Terra até a “órbita cemitério”, onde ficou definitivamente localizado, como estabelecem as recomendações da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e do Comitê de Coordenação Inter-Agências de Resíduo Espacial (Inter-Agency Space Debris Coordination Committee), para a boa manutenção da órbita geoestacionária quando um satélite finaliza sua vida útil. (Com assessoria de imprensa)