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Para os veteranos de Android (e do ecossistema Linux como um todo), a palavra “root” já é familiar. Para os recém-chegados à “festa” do sistema, o termo pode parecer um pouco mais obscuro, bem como os benefícios de aplicá-lo ao seu aparelho.

Fazer o root no seu aparelho significa se tornar um superusuário, ou adminstrador do sistema. Isso significa ter acesso a partes do Android que antes ficavam inacessíveis para um usuário comum.

Assim, é possível fazer alterações no sistema operacional que antes eram impossíveis, como alterar consumo de bateria, modificar o clock do processador, apagar aplicativos que antes eram fixos no sistema, como os bloatwares embutidos no sistema pela fabricante, ou os apps instalados pela operadora.

O problema disso, no entanto, é que todos os arquivos importantes do sistema ficam totalmente expostos e podem até mesmo ser excluídos, o que pode causar a inutilização do aparelho. O processo de realização do root também não é imune a falhas e também pode causar o “brick” do celular, transformando-o em, basicamente, um tijolo inútil.

Além disso, a modificação do sistema operacional é uma violação do contrato de garantia com operadoras e fabricantes. Embora isso não seja crime, a ação anulará qualquer possibilidade de reparo, a menos que ela seja desfeita.

Como fazer
Se você decidiu que o risco vale a recompensa de ter o aparelho inteiro sob o seu comando, é hora de botar a mão na massa. Existem inúmeras maneiras de realizar a tarefa, mas o Darinfo mostrará a mais simples e abrangente, que utiliza um software instalado em seu computador com Windows.

O programa é chamado “Kingo Android Root” e pode ser baixado facilmente no site oficial . O objetivo do software é facilitar a vida dos usuários menos experientes, já que o procedimento pode se tornar bastante complicado.

Antes de tudo, é necessário ativar o modo de Depuração USB em seu dispositivo. Dependendo da versão do seu Android, os caminhos para realizar essa ação podem ser bem diferentes. Até o Android 2.3, o caminho é Configurações > Aplicações > Desenvolvimento; a partir da 4.0, isso é feito por Configurações > Opções do Desenvolvedor. Entretanto, esta alternativa pode estar escondida. Para revelá-la, é preciso entrar em Configurações > Sobre o telefone e pressionar sete vezes a opção Número da versão. Uma mensagem deve avisar que a tarefa foi concluída com sucesso e que “você é um desenvolvedor”.

Em seguida, abra o programa, conecte seu celular ao computador por USB e pressione o botão Root. O software deverá reconhecer seu aparelho e começar a baixar os drivers e iniciar o procedimento automaticamente. O Kingo pode solicitar que o usuário realize algumas ações simples antes de continuar com sua tarefa, mas boa parte do trabalho é realizado pelo programa.

Outras formas
Existem inúmeras formas de realizar o root no aparelho. O Kingo é apenas uma das alternativas e é provável que o programa não abranja todos os dispositivos. Às vezes poderá ser necessário procurar outras alternativas para quem quiser concluir a missão.

Um site chamado Ready2Root cataloga formas de liberar o root na maioria dos smartphones e tablets existentes, incluindo aparelhos antigos e fora do mercado.

Alguns aplicativos fazem o root no seu aparelho de forma automática, bastando instalar o APK em seus dispositivos, mas em geral, é recomendado algum que se encaixe no seu aparelho. O fórum XDA Developers, maior comunidade de desenvolvedores de Android, pode ser muito útil nesta empreitada.

Vale também procurar no YouTube por formas de liberar o seu aparelho, pois sempre há um passo a passo detalhado. Olhar os comentários para confirmar se o vídeo é legítimo também é uma dica útil.

Por padrão, para evitar que algum aplicativo execute funções que prejudiquem o desempenho do sistema, a máquina virtual Java, assim como todos os aplicativos, não tem permissão para serem executados com a conta de administrador do sistema – o que passa a ser possível com o root. Esta limitação, aliás, não é exclusivo das versões modificadas pela fabricantes de celulares, já que até mesmo a versão com Android “puro”, vinda diretamente do Google, vem sem acesso ao root.
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Esta proibição, por sinal, é muito necessária. Caso todos os aparelhos viessem com a função de superadministrador liberada, os usuários leigos poderiam acabar apagando arquivos essenciais do sistema ou comprometer a segurança do seu smartphone ao baixar um app malicioso sem consciência.