O império Netflix: biblioteca de conteúdo dobrou de valor em dois anos

O Netflix abriu caminho para diversos outros tipos de serviços do tipo. E, mas do que isso, criou um modelo que realmente poderia monetizar não apenas reproduzindo séries, mas criando as suas próprias.

Essa maneira de construir o negócio trouxe frutos, que resultaram em um conteúdo que duplicou de valor nos últimos dois anos, de acordo com levantamento realizado pela Morgan Stanley.

A análise da empresa aponta que a biblioteca do Netflix passou de US$ 5,7 bilhões em ativos líquidos no final do primeiro trimestre de 2015, para cerca de US$ 12 bilhões no mesmo período deste ano.

E conteúdo original se tornou uma parte crítica para o sucesso da companhia. Séries como “Stranger Things” e “Glow” correspondem, ao todo, por 14% do patrimônio da empresa, ou US$ 1,7 bilhão – no final de 2015, elas representavam apenas 5% dos ativos da Netflix.

Construir conteúdo próprio foi um dos movimentos mais certeiros para a companhia, já que ela vislumbrava que o valor dos direitos para transmissão de conteúdo tradicional televisivo iam ficar cada vez maiores.

Apesar disso, o dinheiro para investir em produções de qualidade, como a empresa gosta de fazer, também demanda valores altos. Neste ano, por exemplo, a série Sense8 teve de ser cancelada porque não conquistou um público tão grande, mundialmente falando, que desse o retorno suficiente para continuar sendo produzida.

Com tamanho investimento em conteúdo próprio, a empresa espera que o fluxo de caixa livre fique negativo em US$ 2 bilhões. Apesar disso, o CEO da Netflix, Reed Hastings, prevê um futuro bem lucrativo nesse sentido e diz que, no longo prazo, o investimento valerá à pena – para este ano, a estimativa é de que sejam injetados US$ 6 bilhões em séries originais.

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