Sempre que publicamos alguma coisa que cite os famosos receptores piratas de tv por assinatura, e mencionamos as siglas IKS e SKS, aparecem as perguntas e também reclamações de que não explicamos o que é IKS ou SKS, que tem que explicar e por aí vai.
Por isto vamos publicar uma explicação mais detalhada, que é para agradar a todo mundo.

Como funciona o IKS, Internet Key Sharing

O IKS, Internet Key Sharing, ou partilha de chaves pela internet, é um sistema usado para compartilhar as CW, Control Word, ou senha de controle, que cada canal transmitido através de cada operadora de tv por assinatura tem, para que o receptor da operadora ou mesmo pirata consiga abrir a imagem e o áudio do canal, é necessário que ele tenha o CW correto para abrir aquele determinado canal.

A cada vez que se muda de canal, o receptor precisa fazer o Decrypted CW para aquele canal, e no receptor pirata, através do IKS, isto só é possível por que o receptor está ligado à internet recebendo as CW de algum servidor de IKS.

Isto funciona da seguinte maneira: quando você seleciona um canal para ver, o arquivo do canal, stream do canal, tem um pequeno pedaço de código, conhecido como bin, que está criptografado com a informação do CW, ou seja, com a senha para abrir o canal, esta informação é enviada para a softcam, ou o programa usado para decifrar a CW do canal, a softcam decifra a senha CW e usa o decrypted CW para descodificar o vídeo e áudio deste determinado canal.

A softcam, que é um programa instalado dentro do receptor pirata, é na realidade uma cópia virtual do cartão de acesso condicional, smartcard, da operadora de tv por assinatura.

O IKS não dá ao usuário o acesso direto ao cartão da operadora de tv que está sendo compartilhando, o usuário na realidade está tendo acesso a um servidor que tem todos os canais listados por ID e em cada ID está a mais recente CW para cada canal, sendo que estas CW mudam no Nagra 3 em pequenos intervalos de tempo.

Desta maneira o que está sendo compartilhando pelo servidor é o Decrypted CW, sendo que o receptor pirata do cliente envia para o servidor p CW para aquele determinado canal, o servidor identifica o ID do canal e devolve para o receptor pirata o Decrypted CW para aquele canal, sem a necessidade de ter acesso direto ao cartão de acesso condicional da operadora.

Somente se o CW solicitado por algum dos receptores piratas conectados ao servidor de IKS ainda não foi visto pelo servidor antes, o servidor irá acessar o smartcard da operadora de tv por assinatura, para conseguir o Decryted CW e colocar esta informação na lista de canais que citamos acima.

Mesmo assim o mais comum é que o próprio servidor de IKS pirata, que vai enviar as chaves de acesso aos receptores piratas clientes, não tenham acesso direto ao cartão de acesso condicional da operadora, e sim, que se tenha um servidor de cartões de acesso que envia as informações ao servidor de IKS para somente depois disto o servidor de IKS enviar a informação ao receptor pirata na casa do cliente.

Um servidor de IKS consegue se conectar e espelhar ao mesmo tempo diversos servidores de cartão, assim é possível que um só servidor IKS dê acesso aos cartões de acesso condicional de várias operadoras de tv por assinatura, inclusive com canais que só estariam abertos em determinada região do país.

Os servidores de IKS não tem limite de usuários, mas tem limite de servidores de cartão a que podem estar conectados ao mesmo tempo.

O grande problema do IKS, assim como do Cardsharing, é a facilidade de se rastrear as conexões IP feitas entre o cliente e o servidor, ou seja, a cada vez que é feita a conexão do seu receptor de satélite pirata com o servidor de IKS, esta informação fica salva no seu provedor de internet, que geralmente mantém as informações de conexões IP por três anos.

Uma decisão judicial ou mesmo um pedido seu justificável, pode fazer com que o provedor de internet entregue estas informações de conexões feitas entre o seu IP e qualquer outro endereço IP utilizado na internet, esteja você conectado usando aquele IP por 5 dias ou por apenas 10 segundos.

Acessar e usar servidores de IKS e Cardsharing no Brasil é um risco e quem o faz pode vir a ter futuros problemas com a justiça.

Como funciona o SKS, Satellite Key Sharing

O modo de operação do SKS, satellite key sharing, é bastante parecido com o do IKS, no entanto, não há conexão direta entre o receptor pirata cliente e o servidor de SKS.

A diferença então fica no maneira como o receptor de satélite irá receber as Decrypted CW, o que torna o tempo para a abertura de canais no SKS mais lenta que no IKS.

No SKS, o servidor de SKS envia a informação completa de Decrypted CW para os receptores piratas clientes através de um arquivo, via satélite.

Toda vez que o receptor de tv pirata troca de canal, a softcam SKS instalada neste receptor pirata procura por este arquivo enviado pelo servidor SKS e então compara a ID do canal a ser acessado com as IDs que constam neste arquivo do servidor SKS, ao encontrar a ID do canal que será assistido, ela então extrai o Decrypted CW do canal daquele arquivo SKS e usa para abrir o canal solicitado.

Desta maneira, o receptor pirata que funciona com o SKS tem que lidar com um maior volume de informação de CW para conseguir abrir um canal do que um receptor que está usando IKS.